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(atualizei a página e ela só abre por esse link... desculpe)

terça-feira, janeiro 25

CORTAR O CABELO POR GOSTO OU NECESSIDADE?


É quase um senso comum: a força da beleza da mulher está nos cabelos. Seja a mulher clássica, exuberante, sensual ou romântica, seu estilo pessoal é o que deve ditar a cor e o corte mais adequado dos fios.
Compridos, curtos, lisos, ondulados, crespos, finos ou grossos. A questão não é ter dinheiro e fazer o que se quer, mas sim o que é necessário.
Por mais incrível que pareça, a verdade é que mesmo sem falar o ser humano transmite uma mensagem. As suas roupas, os seus cabelos, a sua maquiagem e inclusive a sua postura. Por isso, quando vai ao cabeleireiro está mais interessada no seu aspecto do que na realidade do que necessita ou ainda lhe fica bem. Para uma grande parte dos profissionais, é bem claro que os seus interesses são quase sempre financeiros pelo que vê em si cifrões.
A maioria das mulheres gosta de fazer experiências no cabelo. Desde muito cedo, copiam os cortes que vêm nas revistas e neste ponto seguem a filosofia “o cabelo cresce”, vivem usando os cortes mais absurdos e bizarros. Claro que numa determinada altura da vida todos já cometeram asneiras, fato inegável.
Quando amadurecemos e olhamos para trás, temos uma lista que parece não ter fim: desde colorações a tentativas frustradas para alisar ou ondular o cabelo a qualquer preço só porque estava na moda, mas que naquela época, pareciam questões de vida ou morte.
Se é verdade que independente da cor da pele (pois o crespo não é exclusivo da raça africana) cada um tem o direito de usar o cabelo da maneira que quer, seja liso, ondulado, curto, comprido, com tranças ou apliques, também é um fato que todos devem procurar adaptar cada corte às suas necessidades. E com isto falamos da forma do rosto, o tipo de cabelo (grosso, fino, ondulado), e muito importante o que mais se adéqua com o seu dia a dia e a sua profissão. Afinal, se for uma advogada não vai com certeza aparecer no tribunal com o cabelo vermelho ou com tranças africanas.
Os bons cabeleireiros são preparados para analisar as características da cliente antes de usar as tesouras. Devem colocar questões sobre a vida e a carreira da mulher, analisar os seus gestos e até a maneira que entra no salão.
Todos temos necessidade de alguns "luxos" que nos animem, que mos façam sentir vivos, Mas porque não tentar juntar o útil ao agradável?
Na sociedade em que vivemos, a mulher é muito influenciada pela imagem idealizada: cabelos compridos e levemente ondulados. Confunde ser atraente e bonita com ser bela. Isso faz com que a imagem seja criada em moldes estritamente femininos, num sentido antiquado, de acordo com as expectativas do homem e para ser atraente para ele. Dificilmente ela pensa nas suas qualidades como pessoa e mulher, num sentido mais moderno, e nas suas necessidades.
Também ignora que é quando manifesta essas qualidades na sua imagem que se torna bela. O resultado geralmente é comum e conservador.
O mais importante no meio disto tudo é ninguém se sentir obrigado a entrar num formato pré-estabelecido do que é belo, se ele não se encaixa com o que o indivíduo acredita ser.
É tão simples quanto isso.